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Indenização por lesões pessoais: quais danos você pode pleitear

A indenização por lesões pessoais cobre despesas médicas, perda de renda, dor e, às vezes, punição. Veja o que cada categoria exige e como os gravames reduzem o cheque.

A indenização por lesões pessoais cobre despesas médicas, perda de renda, dor e, às vezes, punição. Veja o que cada categoria exige e como os gravames reduzem o cheque.

A indenização por lesões pessoais (personal injury damages) é o valor que um tribunal pode conceder para colocar você, tanto quanto o dinheiro permite, de volta à situação em que estava antes de ser ferido pela negligência de outra pessoa. As categorias são as mesmas na Virginia, em Washington, DC, e em New York, mas as regras sobre tetos, pedidos por perda da convivência conjugal (loss of consortium) e culpa variam o suficiente para que a mesma lesão possa valer quantias muito diferentes de um lado e do outro do rio Potomac. Este artigo explica o que você pode pleitear, o que precisa provar para obter cada item e por que o valor do cheque do acordo é menor que o valor escrito no acordo.

Danos econômicos: as perdas que têm recibo

Danos econômicos são os custos financeiros mensuráveis da lesão. As despesas médicas vêm primeiro: pronto-socorro, exames de imagem, cirurgia, fisioterapia, medicamentos e dispositivos de apoio. Se o tratamento vai continuar, os custos médicos futuros também podem ser indenizados, normalmente com base no plano do médico responsável ou de um especialista em planejamento de cuidados de longo prazo (life care planner). Os salários perdidos cobrem a renda que você deixou de receber enquanto não podia trabalhar. A perda da capacidade de ganho cobre a questão mais difícil, a do que você não consegue mais ganhar, algo que pesa mais para um profissional de ofício que não pode mais carregar peso ou para um profissional liberal que não consegue se concentrar depois de um traumatismo craniano. Danos materiais, quilometragem até as consultas e ajuda doméstica paga completam a categoria.

Cada item precisa de documentação. Nossa equipe de direito de lesões pessoais pede aos clientes que mantenham um arquivo atualizado de cada conta, extrato de benefícios do plano de saúde (explanation of benefits), contracheque e recibo desde o dia da lesão, porque o regulador de sinistros não paga pelo que não pode ser demonstrado.

Danos não econômicos: dor, sofrimento e perda do prazer de viver

Os danos não econômicos compensam prejuízos que não têm nota fiscal: dor física, angústia mental, deformidade, transtornos e a perda da capacidade de fazer coisas que você valorizava, de correr a brincar com os netos. Em geral, esse é o maior componente de um pedido por lesão grave e o mais difícil de quantificar. Os jurados ponderam a gravidade da lesão, quanto tempo durou a recuperação, se a condição é permanente e o quanto a pessoa ferida é convincente ao descrever os efeitos no dia a dia. Prontuários médicos, um histórico de tratamento consistente e o testemunho de pessoas que conhecem você contribuem para isso.

Uma diferença entre as jurisdições importa aqui. A Virginia não reconhece o pedido do cônjuge por perda da convivência conjugal, ou seja, a perda de companhia e apoio causada pela lesão do outro cônjuge. O Distrito de Colúmbia e New York admitem esse pedido. Nessas jurisdições, o cônjuge que não se feriu pode ter um pedido próprio.

Danos punitivos e tetos legais

Os danos punitivos (punitive damages) punem em vez de compensar, e só são cabíveis para condutas muito além do descuido comum: um motorista embriagado, uma empresa que sabia de um defeito e mesmo assim enviou o produto, um locador que ignorou avisos repetidos. As três jurisdições os reservam para condutas dolosas, temerárias ou imprudentes (willful, wanton, or reckless). A Virginia limita os danos punitivos a um valor fixado em lei e também limita a indenização total nos casos de erro médico, com um teto que é ajustado ao longo do tempo. New York e DC não impõem um teto geral aos danos compensatórios em casos de lesão. Se houver teto aplicável, ele limita o valor máximo, independentemente de como o júri avalie o dano.

Como a culpa e os gravames alteram o valor da indenização por lesões pessoais

Duas coisas ficam entre o valor dos danos e o dinheiro que você de fato recebe. A primeira é a culpa. Na Virginia e em DC, a negligência contributiva (contributory negligence) pode eliminar totalmente a indenização se você teve parte da culpa; New York, em vez disso, reduz o valor pelo seu percentual de culpa. Provar a negligência da outra parte, tema do nosso artigo sobre como provar negligência em uma ação de lesões pessoais, está, portanto, diretamente ligado à questão dos danos.

A segunda são os gravames (liens) e os direitos de reembolso. Planos de saúde, Medicare, Medicaid e planos patrocinados pelo empregador regidos pela ERISA muitas vezes têm direito a ser reembolsados, com recursos do seu acordo, pelo tratamento que cobriram. Prestadores de serviços médicos às vezes registram gravames próprios. Tudo isso precisa ser identificado, conferido e negociado antes de o caso ser encerrado, e um advogado que ignora essas cobranças pode deixar o cliente devendo dinheiro depois do fim do caso.

  • Conte com a redução do valor bruto do acordo pelos honorários advocatícios e pelas custas do caso previstos no contrato de honorários em regime de contingência.
  • Conte com o pagamento, a partir do valor recebido, dos gravames médicos pendentes e dos pedidos de reembolso das seguradoras.
  • Conte que o valor líquido, e não o bruto, é o que vai chegar à sua conta.

Uma conversa realista sobre esses descontos deve acontecer no início do caso, não no fim.

Quando a lesão resulta em morte

Se a pessoa ferida morre, toda a estrutura dos danos muda. O pedido passa a ser uma ação por morte por negligência (wrongful death), com categorias, beneficiários e limites próprios, que explicamos no nosso artigo sobre a indenização em casos de morte por negligência. Os casos de negligência médica também têm regras especiais sobre danos; nossa página de negligência médica as resume.

Se você quer uma estimativa franca de quanto o seu pedido de indenização pode valer, e do que será descontado dele, uma consulta com a Capitol Law Partners pode dar a você o quadro completo. Agende uma consulta.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Esta comunicação não estabelece uma relação advogado-cliente.

Sena Sahin. Orientação clara para indivíduos, famílias e proprietários de empresas.

Precisa de ajuda com este tema? Veja nossa página de indenização por lesões pessoais ou agende uma consulta.

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