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A exigência de residência de dois anos do J-1 se aplica a você?

O financiamento, a Skills List e a formação médica decidem se a exigência de residência de dois anos do J-1 se aplica. Veja como verificar e o que uma dispensa exige.

O financiamento, a Skills List e a formação médica decidem se a exigência de residência de dois anos do J-1 se aplica. Veja como verificar e o que uma dispensa exige.

A exigência de residência de dois anos no país de origem do J-1 (two-year home residency requirement) se aplica a você se qualquer uma de três condições for verdadeira: o seu programa foi financiado, no todo ou em parte, pelo governo dos EUA ou pelo governo do seu país; a sua área consta da Exchange Visitor Skills List para o seu país de nacionalidade ou de última residência permanente; ou você veio para educação ou treinamento médico de pós-graduação. Se nenhuma delas se aplicar, você não está sujeito à exigência, mesmo que uma anotação no seu visto diga o contrário. Se uma delas se aplicar, você precisa voltar ao seu país por dois anos cumulativos antes de poder ter status H, L ou K ou receber a residência permanente, a menos que obtenha uma dispensa (waiver).

Como verificar se você está sujeito à exigência

Comece por dois documentos. O canto inferior esquerdo do seu Formulário DS-2019 tem um campo em que o oficial consular marca se a Seção 212(e) se aplica. O carimbo do seu visto J-1 muitas vezes traz uma anotação dizendo “Bearer is subject to 212(e)” ou “not subject”. Nenhuma das duas marcações é definitiva. Os oficiais consulares fazem avaliações preliminares, e às vezes erram nos dois sentidos. A resposta vinculante depende dos fatos: quem pagou, o que a Skills List dizia na data em que o seu programa começou e em qual categoria você estava.

A Skills List é o gatilho que pega as pessoas de surpresa. Ela relaciona as áreas que um país informou ao Departamento de Estado que precisa. Um país pode ser incluído ou excluído, e a lista foi revisada nos últimos anos; a exclusão da lista foi aplicada retroativamente a intercambistas cujos programas estavam em andamento ou já tinham terminado. Se a situação do seu país mudou, peça a um advogado que confirme qual versão se aplica a você. Para uma visão de como os patrocinadores estruturam esses programas, nossa página de visto J-1 de visitante de intercâmbio explica o que analisamos antes que o participante se comprometa com uma categoria.

Se tiver dúvida, você pode pedir uma opinião consultiva (Advisory Opinion) à Waiver Review Division do Departamento de Estado. Ela é gratuita, leva tempo e dá a você uma resposta por escrito em que poderá se apoiar depois.

O que a exigência realmente bloqueia

A exigência não impede que você permaneça nos Estados Unidos em qualquer status. Ela impede três coisas específicas até que você cumpra os dois anos ou obtenha uma dispensa:

  • A mudança de status, dentro dos Estados Unidos, do J-1 para qualquer outra categoria de não imigrante, com exceções limitadas (status A, G e U, e certos casos de T).
  • A emissão de um visto H, L ou K em um consulado.
  • O ajuste de status (adjustment of status) ou o visto de imigrante, inclusive por casamento com cidadão americano.

Você ainda pode obter um visto F-1, B-2, O-1 ou TN em um consulado e voltar com esse status. Essa brecha é importante para o planejamento: muitos pesquisadores sujeitos à regra passam para o status O-1 por meio do processamento consular e tratam da dispensa depois. A exigência também não pode ser cumprida morando em um terceiro país; os dois anos precisam ser passados no país de nacionalidade ou de última residência permanente, e o tempo é contado de forma cumulativa, então várias visitas longas podem se somar.

As cinco bases de dispensa

A dispensa da Seção 212(e) é solicitada ao Departamento de Estado (Formulário DS-3035 e o pedido online) e, se recomendada, aprovada pelo USCIS no Formulário I-612 ou por meio do processo de recomendação. As cinco bases variam muito em dificuldade.

  1. Declaração de não objeção (no objection statement). O governo do seu país informa ao Departamento de Estado que não se opõe à sua permanência. É a via mais comum nos casos da Skills List, mas não está disponível se o seu programa foi financiado pelo governo dos EUA, e raramente basta sozinha para médicos que receberam treinamento médico de pós-graduação.
  2. Pedido de agência governamental interessada (interested government agency). Uma agência federal americana pede a dispensa porque a sua saída prejudicaria um programa do interesse dela. É comum para pesquisadores de laboratórios com financiamento federal e para médicos em programas de agências.
  3. Perseguição. Você sofreria perseguição por motivo de raça, religião ou opinião política se voltasse. O pedido é decidido pelo USCIS no Formulário I-612 e exige provas comparáveis às de um pedido de asilo.
  4. Dificuldade excepcional (exceptional hardship). A sua saída causaria dificuldade excepcional ao seu cônjuge ou filho que seja cidadão americano ou residente permanente. A separação comum não basta; provas médicas, financeiras e sobre as condições do país precisam demonstrar uma dificuldade além das consequências normais de uma mudança.
  5. Pedido de agência estadual de saúde (Conrad 30). Disponível para médicos que se comprometem a três anos de atuação em tempo integral em uma área com escassez de profissionais designada pelo governo federal.

O programa Conrad de cada estado tem o seu próprio ciclo de pedidos e número de vagas, então os médicos precisam se planejar com um ano de antecedência. O momento também afeta a transição para o H-1B: o médico não pode mudar para H-1B até que a dispensa seja aprovada, e esse é um dos motivos pelos quais a mudança de status de J-1 para H-1B merece uma análise própria.

Erros comuns

Os erros que vemos com mais frequência são evitáveis. As pessoas presumem que o campo do DS-2019 é conclusivo e deixam de pedir a opinião consultiva. Participantes de programas curtos, como o Summer Work and Travel, raramente acionam a regra, mas alguns a acionam pela Skills List e só descobrem quando uma petição H-1B é negada. Cônjuges esquecem que os dependentes J-2 têm a mesma exigência do titular. E há quem protocole um pedido de não objeção sem verificar se aparece financiamento americano em algum ponto do registro do programa, o que torna essa via indisponível e desperdiça meses.

Se a via da dispensa falhar, o processamento consular em uma categoria que não está bloqueada continua sendo uma opção, e nossa página de mudança e prorrogação de status explica o que pode e o que não pode ser feito de dentro do país.

Se você tem ou teve recentemente status J-1 e quer uma resposta definitiva sobre a aplicação da Seção 212(e) e sobre a base de dispensa adequada, uma consulta com a Capitol Law Partners pode resolver a questão antes que ela bloqueie uma petição. Agende uma consulta.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Esta comunicação não estabelece uma relação advogado-cliente.

Sena Sahin. Orientação clara para indivíduos, famílias e proprietários de empresas.

Precisa de ajuda com este tema? Veja nossa página de visto J-1 de visitante de intercâmbio ou agende uma consulta.

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