· General Counsel & Advisory · 5 min read
Consultor jurídico externo ou advogado interno: qual é o ideal agora?
O advogado interno oferece presença diária; o consultor jurídico externo oferece uma equipe de especialistas sem o custo de um salário integral. Veja como escolher.
Para a maioria das pequenas e médias empresas, o consultor jurídico externo (outside general counsel) é a melhor opção até que o volume e o tipo de trabalho jurídico justifiquem um advogado em tempo integral, todos os dias. Um diretor jurídico interno (in-house general counsel) oferece presença constante e conhecimento profundo do negócio. Um consultor jurídico externo oferece um advogado que conhece a sua empresa e, além disso, acesso a especialistas em tributário, trabalhista, imigração, propriedade intelectual e contencioso, sem salário e benefícios de tempo integral. A escolha não é permanente, e muitas empresas acabam usando os dois.
Os serviços de consultoria jurídica externa e assessoria da Capitol Law Partners foram pensados para empresas nesse estágio intermediário: ocupadas demais para uma ajuda jurídica pontual, mas ainda não prontas para um departamento jurídico.
O que cada modelo realmente é
O diretor jurídico interno é um empregado. Ele participa das reuniões da liderança, revisa os contratos à medida que chegam e conhece a história por trás de cada decisão importante. Ele também precisa de apoio. A maioria dos advogados internos ainda contrata escritórios externos para contencioso, transações e áreas especializadas, de modo que o salário interno se soma aos gastos jurídicos externos, em vez de substituí-los por completo.
O consultor jurídico externo é um escritório ou um advogado contratado como principal assessor jurídico da empresa de forma contínua, geralmente por meio de um contrato mensal com escopo definido. A diferença em relação a contratar um advogado projeto a projeto é a continuidade: a mesma equipe conhece seus contratos, suas pessoas e sua tolerância a riscos e responde às perguntas à medida que surgem. Descrevemos o trabalho do dia a dia em nosso artigo sobre o que faz um consultor jurídico externo.
Consultor jurídico externo ou advogado interno: custo e cobertura
O custo interno é principalmente fixo: salário, bônus, participação acionária, benefícios e as ferramentas e a equipe de que um advogado precisa. Faz sentido quando o advogado terá trabalho toda semana em tarefas que não exigem um especialista.
O custo externo é variável ou limitado por contrato. Você paga pelo trabalho e, em um retainer, pela disponibilidade. A contrapartida é que o advogado externo não está no prédio, então é você quem precisa levar as questões até ele. As empresas que mais aproveitam a consultoria externa criam o hábito de uma ligação rápida antes de assinar, contratar ou lançar, e não depois.
A cobertura também é diferente. Um único advogado interno, por mais capaz que seja, não consegue ser especialista ao mesmo tempo em direito do trabalho, privacidade de dados, mercado de capitais (securities), locações comerciais e imigração. Um consultor jurídico externo pode coordenar especialistas dentro do escritório, para que a empresa tenha a expertise certa em cada questão sem precisar integrar um novo escritório a cada vez.
Sigilo e independência
As comunicações com o advogado interno podem estar protegidas pelo sigilo, mas apenas quando ele atua como advogado. Advogados internos que também exercem funções de negócio, como aprovar operações ou comandar áreas da empresa, muitas vezes descobrem que os tribunais tratam suas comunicações como conselho de negócios, que não é protegido. O papel do advogado externo costuma ser mais claro, e essa clareza pode ajudar em uma disputa posterior.
A independência é uma questão estrutural, não uma crítica. Um advogado empregado se reporta ao CEO a quem talvez precise contrariar. O advogado externo pode dar conselhos indesejados com menos risco para a carreira. Muitos advogados internos são ferozmente independentes, mas, para empresas em que o compliance é sensível, vale a pena pensar bem na linha de reporte.
Sinais de que você está pronto para um advogado interno
Considere contratar um advogado interno quando várias destas afirmações forem verdadeiras:
- Um fluxo constante de contratos precisa de revisão toda semana, e o tempo de resposta está atrasando as vendas.
- O seu setor é altamente regulado e exige decisões diárias de julgamento, como na saúde, nos serviços financeiros ou nas contratações com o governo.
- Você está se preparando para um IPO ou já entrega relatórios à SEC.
- Suas contas jurídicas externas são consistentemente altas para um trabalho que um generalista poderia fazer.
- A liderança quer um advogado à mesa em todas as decisões importantes, e não apenas de prontidão.
Mesmo assim, a primeira contratação interna muitas vezes funciona melhor ao lado de um escritório externo que continua cuidando do contencioso, das transações especializadas e do excesso de demanda.
Como decidir
Liste o trabalho jurídico do último ano: contratos, questões trabalhistas, disputas, questões regulatórias, financiamentos e rotinas societárias. Organize-o por frequência e por grau de especialização. Se a maior parte for periódica e variada, o consultor jurídico externo é a escolha certa. Se a maior parte for diária e repetitiva, uma contratação interna pode se pagar.
Nosso artigo sobre como funciona o retainer de consultoria jurídica explica como os contratos externos costumam ser precificados. Na escolha do escritório, avalie também a afinidade com a sua equipe e a forma de comunicação. Se o que você precisa é principalmente de um assessor sênior para decisões de crescimento, e não de cobertura no dia a dia, nosso serviço de orientação jurídica estratégica para empresas pode ser o melhor ponto de partida.
Se você está comparando a consultoria jurídica externa com a contratação de um advogado interno, a Capitol Law Partners pode analisar a sua carga de trabalho jurídico e recomendar a estrutura adequada. Agende uma consulta.
Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Esta comunicação não estabelece uma relação advogado-cliente.
Cagatay Ersoy. Estratégia prática para fundadores, investidores e empresas em crescimento.
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