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H-3: o que conta como treinamento indisponível no seu país de origem?

A petição H-3 depende de provar que o treinamento não está disponível no exterior e que servirá a uma carreira fora dos EUA. Veja o que o USCIS aceita como prova.

A petição H-3 depende de provar que o treinamento não está disponível no exterior e que servirá a uma carreira fora dos EUA. Veja o que o USCIS aceita como prova.

Para fins de H-3, o treinamento é considerado indisponível no país de origem quando o peticionário consegue demonstrar, com provas e não com meras afirmações, que as habilidades, os métodos ou os sistemas específicos que serão ensinados não podem ser obtidos no país do trainee (estagiário em treinamento), e que ele precisa estar nos Estados Unidos para aprendê-los. O USCIS não aceita que o treinamento de uma empresa seja único só porque a empresa diz que é. Também não aceita que o treinamento seja indisponível no exterior quando o trainee poderia aprender a mesma coisa em uma universidade, em um concorrente ou na própria afiliada estrangeira do peticionário. A pergunta que o oficial faz é estreita: por que aqui, e por que não lá?

Os quatro requisitos, e onde fica o treinamento indisponível no país de origem

A petição H-3 de trainee no Formulário I-129 precisa atender a quatro requisitos regulamentares. O treinamento não pode estar disponível no país do beneficiário. O beneficiário não pode ser colocado em uma função que faça parte da operação normal da empresa e na qual cidadãos e residentes americanos sejam regularmente empregados. O beneficiário não pode exercer trabalho produtivo, a menos que seja acessório e necessário ao treinamento. E o treinamento precisa beneficiar o beneficiário na construção de uma carreira fora dos Estados Unidos.

O primeiro e o quarto requisitos estão ligados. Se a habilidade só tiver utilidade nos Estados Unidos, o USCIS vai concluir que o programa é, na verdade, um meio de suprir mão de obra, e o regulamento veda separadamente programas em áreas cujo conhecimento dificilmente será usado no exterior. Nossa página de visto H-3 para trainees explica como construímos a petição em torno dos quatro requisitos ao mesmo tempo, porque o oficial que conclui que o treinamento existe no exterior em geral também conclui que a função é trabalho produtivo, e as duas conclusões se reforçam em uma negativa.

Provas que convencem

Os processos mais sólidos demonstram a indisponibilidade em três níveis: o peticionário, o setor e o país.

  • Nível do peticionário: provas de que o treinamento envolve sistemas, equipamentos, softwares ou metodologias proprietários que só existem na unidade americana. Inclua descrições técnicas, manuais internos (com tarjas onde for preciso) e uma explicação de por que a afiliada estrangeira ou o futuro empregador no exterior não os tem.
  • Nível do setor: uma declaração, de preferência de um especialista independente ou de uma entidade setorial, de que o treinamento não é oferecido por instituições de ensino ou empregadores no país de origem. Identifique as instituições consideradas e explique por que nenhuma delas o oferece.
  • Nível do país: fatos de mercado ou regulatórios que mostrem que a tecnologia, a prática ou o padrão ainda não foi adotado lá, o que também explica por que o trainee será valioso no seu país depois.

Cartas do empregador estrangeiro do trainee são valiosas quando afirmam que o empregador vai colocá-lo em uma função definida na volta e que nenhum prestador local poderia oferecer o treinamento. Se o peticionário for uma empresa americana com uma subsidiária estrangeira, a carta da subsidiária deve dizer o mesmo e identificar o cargo. Um compromisso vago de “considerar oportunidades” não atende ao requisito da carreira no exterior.

O que não funciona

Alguns padrões geram pedidos de provas adicionais (Requests for Evidence) ou negativas com regularidade:

  1. Treinamento em habilidades genéricas de negócios (técnicas de vendas, atendimento ao cliente, gestão geral) que qualquer grande empregador no país de origem ensina.
  2. Treinamento para um trainee que já tem experiência substancial na área. O regulamento veda programas para quem já possui o treinamento, então um engenheiro com dez anos de carreira não pode ser trainee H-3 em fundamentos de engenharia.
  3. Treinamento em uma área cujo conhecimento dificilmente será usado fora dos Estados Unidos, como conformidade regulatória específica dos EUA para uma empresa sem operações no exterior.
  4. Programas que descrevem o treinamento apenas em termos da produção do trainee, porque isso demonstra trabalho produtivo, e não instrução.
  5. Petições que não explicam por que a afiliada estrangeira não pode conduzir o programa, quando o peticionário tem uma.

O peticionário que não consegue responder com honestidade à pergunta “por que não lá” deve avaliar se o trainee se encaixa em outra categoria. Para comparar o H-3 com a alternativa baseada em patrocinador, veja nosso artigo sobre H-3 e programas J-1 Trainee; e, nos casos em que a afiliada estrangeira depois mandará a pessoa de volta como gerente, um ano no exterior depois do treinamento pode preparar uma futura petição L-1 de transferência intracompanhia.

Treinamento médico e de enfermagem

Médicos não podem usar o H-3 para educação ou treinamento médico de pós-graduação; residências e fellowships se enquadram no visto J-1 de visitante de intercâmbio e, em casos limitados, no H-1B. Existem exceções restritas para estudantes de medicina em estágios externos (externships) durante as férias escolares e para enfermeiros estrangeiros, cada uma com requisitos específicos, que incluem provas de que o enfermeiro está plenamente habilitado segundo a lei do seu país e uma declaração do peticionário sobre a necessidade do treinamento. Essas petições são examinadas com rigor e não devem ser tentadas com um modelo genérico de H-3. Nosso artigo sobre como profissionais de saúde podem trabalhar nos Estados Unidos trata das categorias adequadas para funções clínicas.

Como demonstrar a carreira no exterior

O quarto requisito é provado com as mesmas provas do primeiro, vistas pelo outro lado. Mostre o cargo que o trainee vai ocupar no seu país, o empregador que vai oferecê-lo e como cada componente do treinamento se relaciona com essa função. Se o trainee for autônomo ou for entrar em uma empresa familiar, apresente os documentos de registro da empresa e um plano. Se o trainee não tiver uma carreira identificável no exterior, a petição vai fracassar, por melhor que seja o treinamento, e talvez ele seja mais bem atendido por uma categoria que não exija a saída do país, tema do nosso artigo sobre o que acontece depois que o treinamento H-3 termina.

Se a sua empresa quer treinar um estrangeiro nos Estados Unidos e precisa saber se os requisitos de indisponibilidade e de carreira no exterior podem ser documentados antes de redigir o programa, uma consulta com a Capitol Law Partners pode testar os fatos à luz do regulamento. Agende uma consulta.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Esta comunicação não estabelece uma relação advogado-cliente.

Cagatay Ersoy. Estratégia prática para fundadores, investidores e empresas em crescimento.

Precisa de ajuda com este tema? Veja nossa página de visto H-3 para trainees ou agende uma consulta.

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